Por acaso, caí no antes para mim desconhecido Blog das Religiões, no clicRBS. No segundo post de uma série chamada Você crê em Deus?, o líder religioso judeu Guershon Kwasniewski (obrigado, copy+paste) reclama:
Acredito em Deus, e respeito os que não acreditam. Mas por alguns comentários
recebidos ao artigo do escritor Moacyr Sliar, parece que a reciprocidade não se aplica.
Admito que o tom dos ateus tende a ser mais ríspido que as contrapartes crentes. A meu ver, o problema é que muitas vezes os crentes têm sua fé tão enraizada, que a própria possibilidade de se colocar um debate sobre, por exemplo, a existência de Deus, não faz sentido.
Repetidas vezes, propus a crentes que suspendessem temporariamente suas crenças, e fizessem um experimento mental sobre um Universo sem um deus. Não pedi para que abandonassem sua crença, mas simplesmente que me dissessem o que fariam na hipótese da não-existência. Nunca conseguir levar isso a cabo, pois meus interlocutores consideravam que a proposta não tinha sentido; afinal, eles têm certeza da existência de Deus.
Da mesma forma, os crentes em sua maioria não vêem o mínimo sentido em um debate, tão enraizada está sua crença - e atrevo-me a dizer, seu medo de queimar no inferno.
Essas atitudes, ainda que mais polidas, constituem, a meus ver, coisas piores que desrespeito. Nomeadamente, desdém e ignorância. De que outra forma posso qualificar coisas como as constantes consagrações de cidades, países e outras coisas ao Senhor Jesus? Até mesmo projetos de Lei, como o abaixo:
| PL-3209/2000 | MESA | Arquivada | |
| |||
| Data de apresentação: 13/6/2000 Ementa: Institui Jesus Cristo Senhor do Brasil. | |||
| Despacho: DESPACHO INICIAL A CCJR - ARTIGO 24, II. | |||
Isso sem falar no crucifixo em prédios públicos e tempo asto em instituir padroeiros e datas religiosas.
Fingir que o debate não existe é, para mim, a pior forma de desrespeito.

0 comentários:
Postar um comentário